História da peça
Trabalhar em conjuntos muda a natureza da pintura: cada tela deixa de se bastar e passa a depender do que acontece ao lado. Na obra de Mazé Mendes, essa lógica de fragmento tem raiz documentada. Em sua individual no Museu Oscar Niemeyer, em 2022, a artista descreveu as imagens de origem de seus trabalhos como percepções visuais do espaço urbano recortado, imagens efêmeras e provisórias, vestígios de um tempo deixados por anônimos em uma cidade em constante mutação. O quadrado de 90 centímetros é a medida certa para esse programa: grande o bastante para sustentar a cor sozinho, pequeno o bastante para pedir companhia. Na curadoria da Galeria Luize Home, o conjunto é indicado para composições de parede em salas de estar e corredores amplos, onde a repetição do módulo estabelece ritmo.




