História da peça
Nos anos 1970, Zanine já havia deixado a produção seriada e passou a esculpir móveis a partir de troncos e restos de árvores derrubadas no sul da Bahia, região onde nasceu. Era uma resposta prática a um desperdício que ele via de perto: madeira de altíssima qualidade abandonada no chão da mata. O Banco Belmonte vem desse gesto. A peça não disfarça a origem, mantém a massa, a irregularidade e o peso da matéria, e é justamente aí que reside seu valor. Essa preocupação com o destino das florestas brasileiras levaria o designer, em 1980, a fundar um centro dedicado à pesquisa sobre o uso das madeiras nacionais na construção. Na curadoria da Galeria Luize Home, o banco representa o Zanine escultor, aquele que passou a tratar a madeira como matéria a ser lida antes de ser cortada.





