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Banco Belmonte, vista geral em madeira maciça sobre fundo escuro
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Mobiliário assinado

Banco Belmonte

José Zanine Caldasdécada de 1970

Criado na década de 1970, o Banco Belmonte pertence à fase em que José Zanine Caldas trabalhava a madeira maciça no sul da Bahia, aproveitando descartes do desmatamento da Mata Atlântica. O nome é o da cidade em que o designer nasceu. Volume cheio, tampo circular e a marca do corte deixada à vista.

Materiais
Madeira maciça

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História da peça

Nos anos 1970, Zanine já havia deixado a produção seriada e passou a esculpir móveis a partir de troncos e restos de árvores derrubadas no sul da Bahia, região onde nasceu. Era uma resposta prática a um desperdício que ele via de perto: madeira de altíssima qualidade abandonada no chão da mata. O Banco Belmonte vem desse gesto. A peça não disfarça a origem, mantém a massa, a irregularidade e o peso da matéria, e é justamente aí que reside seu valor. Essa preocupação com o destino das florestas brasileiras levaria o designer, em 1980, a fundar um centro dedicado à pesquisa sobre o uso das madeiras nacionais na construção. Na curadoria da Galeria Luize Home, o banco representa o Zanine escultor, aquele que passou a tratar a madeira como matéria a ser lida antes de ser cortada.

Leitura do desenho

O tampo circular repousa sobre pernas robustas encaixadas diretamente na peça, sem ferragem aparente. A superfície conserva as variações naturais do veio e a textura do corte, e é essa irregularidade que dá caráter ao objeto. Visto de cima, o círculo organiza um volume que, de perfil, permanece bruto e maciço.

Por que esta peça importa

A fase baiana de Zanine, marcada pelo reaproveitamento de madeira de descarte, antecipou em décadas o debate sobre uso responsável das florestas brasileiras e culminou na criação, em 1980, de um centro de pesquisa dedicado às madeiras nacionais.

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