História da peça
Sergio Rodrigues queria um móvel que revelasse o lugar onde havia sido feito. A Mole respondeu a essa vontade com grossura, couro e madeira, e por isso não foi compreendida de imediato: ficou quase um ano na vitrine da Oca, a loja carioca dirigida pelo próprio designer nos anos 1950, sem despertar interesse, apelidada de pastelão e de ovo estrelado pelos passantes. O nome veio dos próprios operários que a fabricavam, de mole, molenga. A virada aconteceu em 1961, quando a poltrona conquistou o primeiro lugar no IV Concurso Internacional do Móvel em Cantù, na Itália, e a imprensa europeia destacou o clima de casualidade das almofadas jogadas sobre a estrutura. No exterior, a peça passou a ser chamada de Sheriff. Hoje a Mole integra o acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York. Na curadoria da Galeria Luize Home, é a peça que melhor explica por que o móvel brasileiro deixou de imitar referências estrangeiras.





