História da peça
A recusa do cliente diz mais sobre o momento do que sobre a peça. Em meados dos anos 1950, o mobiliário das instituições brasileiras ainda seguia o repertório colonial ou importado, enquanto a arquitetura do país já era reconhecida no exterior. Sergio Rodrigues percebia essa distância e a Oscar é uma resposta direta a ela: emprega materiais correntes na cultura brasileira, a madeira de lei e a palhinha, em um desenho de marcenaria elaborada, sem citação histórica. O nome presta homenagem a Oscar Niemeyer, com quem o designer conviveu no período em que o mobiliário moderno começava a ocupar os edifícios da nova capital. Na curadoria da Galeria Luize Home, a poltrona interessa por essa dupla condição: peça recusada em seu tempo e, décadas depois, referência do móvel moderno brasileiro.





