Galeria Luize Home, Design e Arte
Poltrona Oscar, detalhe do braço em madeira e palhinha
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Mobiliário assinado

Poltrona Oscar

De 1956, a Poltrona Oscar é a homenagem de Sergio Rodrigues a Oscar Niemeyer. Madeira de lei maciça, braços esculpidos e encosto e assento em palhinha natural. Encomendada pelo Jockey Club Brasileiro, foi recusada pelo cliente por ser considerada moderna demais para a época.

Materiais
Madeira maciça, Palhinha

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História da peça

A recusa do cliente diz mais sobre o momento do que sobre a peça. Em meados dos anos 1950, o mobiliário das instituições brasileiras ainda seguia o repertório colonial ou importado, enquanto a arquitetura do país já era reconhecida no exterior. Sergio Rodrigues percebia essa distância e a Oscar é uma resposta direta a ela: emprega materiais correntes na cultura brasileira, a madeira de lei e a palhinha, em um desenho de marcenaria elaborada, sem citação histórica. O nome presta homenagem a Oscar Niemeyer, com quem o designer conviveu no período em que o mobiliário moderno começava a ocupar os edifícios da nova capital. Na curadoria da Galeria Luize Home, a poltrona interessa por essa dupla condição: peça recusada em seu tempo e, décadas depois, referência do móvel moderno brasileiro.

Leitura do desenho

Os braços são esculpidos em madeira maciça e se resolvem em curvas ovaladas que amaciam a estrutura retilínea. A palhinha ocupa encosto e assento e devolve leveza a um conjunto de madeira densa, além de introduzir transparência e ventilação, resposta prática ao clima. Os encaixes ficam visíveis nos pontos de união entre braço e pé, e é neles que se percebe o nível da marcenaria exigida pela peça.

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