História da peça
Jayme Bernardo descreve o Toy como um projeto que se afasta de sua produção habitual e se aproxima mais da escultura do que do desenho tradicional de mobiliário. O deslocamento é evidente: em vez de partir da função e chegar à forma, a linha parte de um personagem e só depois encontra utilidade, quando a cabeça se resolve como superfície de apoio. Foram muitas horas de estudo até fixar as poses e as proporções, e é esse acerto que impede a peça de virar caricatura. Na curadoria da Galeria Luize Home, o Toy entra como elemento de humor em ambientes de composição séria, ao lado de mobiliário de autor histórico, onde uma figura antropomórfica de baixa altura quebra a formalidade sem desorganizar o conjunto.





