Galeria Luize Home, Design e Arte
Cadeira Bercy em vista de três quartos, com estrutura tubular metálica escura, assento e encosto arredondados em bouclé claro, sobre fundo escuro
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Mobiliário assinado

Cadeira Bercy

Descrita pelo designer como peça de toque francês, a Bercy equilibra conforto e desenho por meio de uma estrutura de aço muito fina e de um estofado de bordas arredondadas. É cadeira de uso diário, discreta o bastante para conviver com mesas de qualquer material.

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História da peça

Entre as peças de Bonaguro no acervo, a Bercy é a mais contida. Não há referência arquitetônica declarada nem citação de ícone, apenas o problema clássico da cadeira com braços: acolher o corpo sem ocupar espaço. Ele resolve isso separando com nitidez os dois sistemas, o tubo metálico que estrutura e os volumes estofados que recebem o corpo, e mantendo o metal na menor seção possível. O resultado é uma silhueta que se lê como linha desenhada no ar em torno de duas manchas claras. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Bercy é escolha para mesas de jantar em que a cadeira não deve competir com o tampo, e também para ambientes de trabalho domésticos, onde a presença de braços faz diferença nas horas longas.

Leitura do desenho

Assento e encosto são peças estofadas independentes, ambas de contorno oval e cantos suaves, fixadas a uma estrutura tubular escura que descreve os braços em curva contínua até virar perna. O vão entre encosto e assento é generoso e permite ver a estrutura por inteiro. De perfil, a curva dos braços é o traço dominante; de frente, o encosto oval em bouclé claro concentra a atenção.

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