Galeria Luize Home, Design e Arte
Cadeira Girafa, vista frontal com assento e encosto triangular em veludo verde musgo sobre pés em madeira nobre, fundo preto
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Mobiliário assinado

Cadeira Girafa

Desenho sintético, humor sutil e assimetria estrutural: a Girafa é descrita pelo próprio estúdio como uma peça que articula criação artística e design em diálogo sensível com a natureza. Pensada para uso cotidiano, equilibra conforto e presença escultural. Integra o acervo permanente do Museum of Arts and Design, em Nova York.

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História da peça

Poucas cadeiras brasileiras contemporâneas alcançaram o reconhecimento institucional da Girafa. Ela entrou para a coleção permanente do Museum of Arts and Design, em Nova York. O que a distingue não é a complexidade, e sim a economia: encosto e assento de recorte triangular, pernas em madeira maciça e uma assimetria calculada que impede a peça de cair na neutralidade. Há referências pop e um humor discreto no desenho, elementos que Juliana Vasconcellos reconhece como parte de seu vocabulário. Na Galeria Luize Home, é uma das peças que melhor demonstram como o design brasileiro atual dialoga com a arte sem abandonar a função. Em conjunto, ao redor de uma mesa, sua silhueta se multiplica em ritmo gráfico.

Leitura do desenho

O encosto é uma superfície estreita e alongada, de recorte triangular, que se apoia fora do eixo central do assento. Essa decisão gera a assimetria que dá caráter à peça e muda por completo a leitura frontal e a de perfil. As pernas em madeira nobre são finas e retas, sem adornos, e sustentam o estofado com um mínimo de matéria. Nas versões em veludo e em linho, a mesma estrutura produz temperaturas visuais bastante distintas.

Por que esta peça importa

Reconhecida internacionalmente como ícone do design brasileiro contemporâneo, a Girafa está em dois acervos museológicos e é uma das contribuições mais singulares do design feminino brasileiro das últimas décadas.

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