História da peça
Arthur Casas trabalha desde a fundação de seu escritório, em 1990, entre a escala do objeto e a da paisagem, e essa passagem entre dimensões aparece com clareza na Amorfa. Ao recusar o tampo geométrico, a mesa deixa de organizar a sala por eixos e passa a organizá-la por percurso: as cadeiras encontram lugar ao longo da borda, sem cabeceira definida, e a hierarquia da mesa de jantar tradicional se dissolve. É uma peça de convívio antes de ser uma peça de composição. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Amorfa interessa por materializar o traço do estúdio, modernista na disciplina construtiva e contemporâneo na liberdade de forma, sem recorrer a citações. Em ambientes amplos, funciona como elemento estruturante; em salas menores, o desenho fluido reduz a sensação de massa que uma mesa desse porte costuma impor.





