Galeria Luize Home, Design e Arte
Mesa de Jantar Amorfa, ambiente com cadeiras Tião
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Mobiliário assinado

Mesa de Jantar Amorfa

O nome vem de amorfo, aquilo que não tem forma determinada. A mesa abandona o retângulo e adota um contorno irregular, contínuo, que muda conforme o ponto de vista. Integra a coleção Amorfa, de Arthur Casas, concebida em várias escalas e versões, incluindo uma variação para área externa executada em concreto.

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História da peça

Arthur Casas trabalha desde a fundação de seu escritório, em 1990, entre a escala do objeto e a da paisagem, e essa passagem entre dimensões aparece com clareza na Amorfa. Ao recusar o tampo geométrico, a mesa deixa de organizar a sala por eixos e passa a organizá-la por percurso: as cadeiras encontram lugar ao longo da borda, sem cabeceira definida, e a hierarquia da mesa de jantar tradicional se dissolve. É uma peça de convívio antes de ser uma peça de composição. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Amorfa interessa por materializar o traço do estúdio, modernista na disciplina construtiva e contemporâneo na liberdade de forma, sem recorrer a citações. Em ambientes amplos, funciona como elemento estruturante; em salas menores, o desenho fluido reduz a sensação de massa que uma mesa desse porte costuma impor.

Leitura do desenho

O contorno do tampo não se repete em nenhum trecho, o que impede uma leitura frontal única: vista de uma extremidade, a mesa parece alongada; vista da lateral, quase circular. A espessura constante da borda mantém a peça coesa apesar da irregularidade, e o veio da madeira acompanha o sentido maior do tampo, reforçando a continuidade. As bases, poucas e recuadas, liberam as pernas de quem senta e deixam o tampo aparentemente flutuando. Na versão externa, o concreto substitui a madeira e altera por completo a temperatura da peça, mantendo o mesmo perímetro.

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