Galeria Luize Home, Design e Arte
Mesa de Jantar Pejab em vista tridimensional, com tampo retangular amplo em madeira clara e bases esculpidas em blocos arredondados, sobre fundo escuro
01 / 02

Mobiliário assinado

Mesa de Jantar Pejab

Linha de traços declaradamente racionalistas, concebida como homenagem à obra de Pierre Jeanneret, que ao lado do primo Le Corbusier participou nos anos 1950 do projeto de Chandigarh, a nova capital indiana no estado de Punjab. Jeanneret assinou o mobiliário de vários edifícios da cidade, entre eles a biblioteca e a universidade.

Consulte disponibilidade

História da peça

O mobiliário que Pierre Jeanneret desenhou para Chandigarh é hoje um dos capítulos mais estudados do século XX: peças de madeira local, encaixes visíveis e uma geometria austera nascida da urgência de equipar uma cidade inteira. Bonaguro não copia esse repertório, ele o traduz para a escala doméstica e para outra matéria. A Pejab guarda a lógica racionalista, a preferência pela forma clara e pela estrutura que se explica sozinha, mas troca a leveza das peças indianas por bases robustas e arredondadas. Na curadoria da Galeria Luize Home, é uma mesa de reunião familiar, de tampo largo e generoso, feita para receber com frequência. A referência a Chandigarh acrescenta uma camada de leitura interessante, porque conecta a mesa a um episódio em que arquitetura, mobiliário e projeto de nação estiveram juntos, tema também caro à história brasileira.

Leitura do desenho

O tampo é retangular, amplo e de espessura visível, com os veios da madeira clara correndo no sentido do comprimento, o que reforça a horizontalidade. As bases são blocos esculpidos de perfil arredondado, posicionados afastados das extremidades para liberar as cabeceiras. A relação entre a leveza do tampo e o peso aparente das bases é o principal jogo de proporção da peça.

Relacionados

WhatsApp