História da peça
O mar e os animais marinhos são recorrentes na produção de Bomfim, que trata a natureza como sistema de formas com lógica própria em vez de repertório decorativo. Na Baleia essa operação fica explícita: a massa do animal, sua curvatura lisa e o gesto de envolvimento viram, respectivamente, volume, perfil e ergonomia. O resultado é uma poltrona de leitura imediata, que comunica antes de ser tocada, e que se sustenta como objeto escultórico mesmo quando vista de costas. Na curadoria da Galeria Luize Home, ela ocupa o lugar de peça-manifesto do desenho contemporâneo brasileiro: entra em ambientes de mobiliário histórico sem se submeter a eles, e resolve sozinha um canto de leitura ou a chegada de uma sala.





