Galeria Luize Home, Design e Arte
Poltrona Boto, vista frontal com estofado bege de formas orgânicas e arredondadas, encosto vazado e base bulbosa com pé metálico central sobre fundo escuro
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Mobiliário assinado

Poltrona Boto

Descrita pelo designer como um bálsamo de aconchego, com forma de abraço e aura magnética. As formas suaves e arredondadas evocam o movimento natural do rio, e o desenho orgânico busca equilíbrio entre conforto e presença escultural, entre o objeto de repouso e a peça de contemplação.

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História da peça

O boto pertence ao imaginário fluvial brasileiro tanto quanto à fauna, e Bomfim trabalha com essa dupla natureza: a poltrona não descreve o animal, retém dele a ideia de um corpo que se move em curva dentro da água. A operação é a mesma que organiza sua produção mais recente, em que referências naturais viram estrutura, volume e gesto funcional sem perder a força simbólica da origem. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Boto é uma peça de conversa: seu encosto vazado permite que ela ocupe o centro de um ambiente sem bloquear a vista, e seu giro sobre pé central a mantém disponível para qualquer ponto da sala. Entra bem em composições que já reúnem arte, onde o mobiliário precisa sustentar o mesmo grau de intenção das obras.

Leitura do desenho

O assento é praticamente circular e os braços sobem dele em curva, terminando em altura baixa. O encosto se destaca do conjunto como um elemento tubular vazado, e é esse vão que alivia a peça e a torna interessante vista de trás. Abaixo, a base bulbosa concentra a massa e afunila até o pé metálico central, invertendo a lógica habitual de sustentação e reforçando a impressão de flutuação.

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