Galeria Luize Home, Design e Arte
Poltrona Headchair, vista frontal em bouclé cru com encosto alto envolvente e laterais escultóricas, sobre base de madeira
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Mobiliário assinado

Poltrona Headchair

O nome anuncia a função: o encosto sobe até a altura da cabeça e se fecha em curva, criando um recinto para quem senta. Ricardo van Steen usa aqui o mesmo vocabulário orgânico de suas outras poltronas, mas em sentido vertical, o que transforma a peça em anteparo dentro do ambiente.

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História da peça

Entre as poltronas desenhadas por van Steen, a Headchair é a que mais depende da altura para existir. Sua parede têxtil isola parcialmente quem a ocupa, e essa qualidade de abrigo vem de uma tradição longa no desenho de assentos, das poltronas de orelha às cabines de leitura. O que o autor acrescenta é a ausência de arestas: não há orelhas destacadas nem costuras que dividam o encosto, apenas uma superfície contínua que se curva. Sua experiência como diretor de cena talvez explique a atenção ao ponto de vista, porque a peça foi resolvida para ser vista também de trás, situação comum em salas amplas. Na Galeria Luize Home, é indicada onde se deseja criar um canto de introspecção sem recorrer a divisórias.

Leitura do desenho

O encosto alto se prolonga nas laterais e desce até encontrar os braços na mesma espessura, formando um invólucro sem interrupções. A base do estofado é reta e apoia sobre pés cilíndricos curtos em madeira clara, que elevam pouco a peça e mantêm sua presença ancorada. O contraste entre o bloco claro em bouclé e os pontos de madeira é o único detalhe de material em toda a poltrona.

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