Galeria Luize Home, Design e Arte
Poltrona Índia, vista frontal em bouclé cru com formas orgânicas envolventes e assento amplo, sobre fundo escuro
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Mobiliário assinado

Poltrona Índia

Assento largo, laterais baixas e um volume que se resolve em curvas contínuas. A Índia é das peças mais horizontais do repertório de Ricardo van Steen, artista plástico e diretor de cena que chegou ao mobiliário depois de décadas dedicadas à imagem. O bouclé cru mantém a leitura escultural sem endurecer a peça.

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História da peça

Ricardo van Steen atua desde 1976 em campos que raramente se cruzam: foi editor de revistas, fundou agência de publicidade, dirige cena para cinema e televisão e expõe como artista plástico desde o fim dos anos 1970, com passagens pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo e pelo MASP. Seu mobiliário carrega essa origem: as poltronas são pensadas como imagens antes de serem pensadas como objetos, e é por isso que funcionam tão bem isoladas no ambiente. A Índia é a mais aberta delas. Onde outras peças do autor fecham o corpo, esta se estende lateralmente e convida a sentar de lado, com as pernas sobre o assento. Na curadoria da Galeria Luize Home, ocupa o lugar da poltrona de estar prolongado, aquela que substitui a chaise sem impor o comprimento de uma.

Leitura do desenho

O perfil é baixo e alargado. O encosto acompanha a linha dos braços em uma única curva, sem quebra visível, o que elimina qualquer aresta na silhueta. O assento é profundo e ligeiramente rebaixado no centro. A textura do bouclé, com seu relevo irregular, é o que dá matéria a uma forma que, lisa, correria o risco de parecer apenas um bloco.

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