História da peça
A Kanga é a peça em que o autor abandona a continuidade matérica de suas outras poltronas e assume a montagem como parte do desenho. O estofado mantém o vocabulário orgânico habitual, mas a base deixa de ser discreta e passa a competir em protagonismo, com hastes curvas que desenham no espaço. Essa duplicidade, volume têxtil sobre linha metálica, aproxima a peça de uma tradição moderna de assentos suspensos e ao mesmo tempo a mantém dentro do repertório pessoal de van Steen, cuja formação em artes visuais aparece na atenção ao contorno. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Kanga é indicada para ambientes que precisam de assento sem ganhar peso visual, como sacadas de sala, quartos amplos e composições em frente a janelas, onde a base vazada permite que a luz atravesse.





