
Designer
Sérgio Rodrigues
Maior nome do design de mobiliário brasileiro, criador da Poltrona Mole e de uma linguagem que reuniu madeira, couro e gesto.
Sérgio Rodrigues (1927–2014) é o maior nome do design de mobiliário nacional, conhecido no Brasil e no exterior como o criador do móvel genuinamente brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, formou-se em 1952 na Faculdade Nacional de Arquitetura. Acreditava que os móveis deveriam refletir a cultura de sua origem e proporcionar o conforto adequado ao clima e ao nosso jeito mais descontraído de viver. Em sessenta anos de carreira criou cerca de 1.200 modelos que equiparam palácios, repartições, hotéis, teatros e residências, sempre com graça e alma.
Peças relacionadas de Sérgio Rodrigues

Mobiliário assinado
Poltrona Mole
1957
Criada por Sergio Rodrigues em 1957, a Mole nasceu do pedido de um sofá esparramado feito pelo fotógrafo Otto Stupakoff para seu estúdio no Rio. Estrutura robusta em madeira maciça, correias de couro formando uma cesta e almofadões soltos: o desenho abandonou os pés finos da época e assumiu a informalidade como programa.
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Mobiliário assinado
Poltrona Kilin
1973
Desenhada em 1973, a Kilin leva o apelido de Vera Beatriz, o grande amor de Sergio Rodrigues, que ele chamava de esquilinha. Nasceu do desejo do designer de criar uma poltrona mais econômica: duas laterais de madeira, duas travessas e uma única peça de couro que forma encosto e assento. Recebeu o prêmio do IAB em 1975.
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Mobiliário assinado
Poltrona Oscar
1956
De 1956, a Poltrona Oscar é a homenagem de Sergio Rodrigues a Oscar Niemeyer. Madeira de lei maciça, braços esculpidos e encosto e assento em palhinha natural. Encomendada pelo Jockey Club Brasileiro, foi recusada pelo cliente por ser considerada moderna demais para a época.
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Mobiliário assinado
Cadeira Daav
1983
Desenhada em 1983, a Cadeira Daav mostra Sergio Rodrigues trabalhando com o aço inox polido como estrutura, algo raro em uma obra associada sobretudo à madeira maciça. Os braços e o encosto continuam em madeira, o assento é estofado em couro, e o conjunto resulta em linhas mais retas e enxutas do que as de suas criações dos anos 1950.
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Mobiliário assinado
Poltrona Stella
1956
De 1956, a Poltrona Stella pertence à fase inicial de Sergio Rodrigues, quando o designer firmava uma linguagem própria para o móvel brasileiro. Estrutura em madeira maciça, painéis de couro emoldurados pela própria estrutura e uma proporção baixa, voltada ao estar demorado.
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Mobiliário assinado
Poltrona Beg
1967
A Beg foi criada em 1967 para o Banco do Estado da Guanabara, e é da sigla da instituição que vem seu nome. Pensada originalmente para o ambiente de reuniões, tem estrutura em madeira maciça, assento e encosto estofados em couro e a escala compacta que o uso corporativo exigia.
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Mobiliário assinado
Poltrona Diz
2001
Criada em 2001, a Diz é uma poltrona inteiramente em madeira que dispensa estofado sem abrir mão do conforto, resultado do desenho das conchas de assento e encosto. Em 2006, recebeu o primeiro lugar na categoria mobiliário do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, e está entre as criações mais disputadas de Sergio Rodrigues.
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Mobiliário assinado
Mesa Mac
1988
De 1988, a Mesa Mac reúne os dois materiais que atravessam toda a obra de Sergio Rodrigues: a madeira, no pedestal cônico e na borda, e o couro, aplicado no tampo. Peça de apoio de escala reduzida, feita para conviver com poltronas e sofás sem disputar protagonismo.
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Mobiliário assinado
Banco Mocho
1954
De 1954, o Mocho foi a primeira peça importante desenhada por Sergio Rodrigues e a primeira que ele vendeu na Oca, a loja que dirigia no Rio de Janeiro. O designer partiu da imagem de uma mulher do interior tirando leite da vaca sentada no banquinho típico das fazendas. Assento redondo escavado em madeira maciça, três pés unidos por travessas e uma alça para carregar.
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Mobiliário assinado
Cadeira Cantu Alta
1959
A Cantu Alta recebeu o nome da cidade italiana onde foi premiada, depois de conquistar o terceiro lugar no Concurso Internacional do Móvel de Cantù. Estrutura em madeira maciça torneada, assento e encosto em couro natural e um encosto alto que confere verticalidade incomum ao repertório de Sergio Rodrigues.
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