História da peça
Em 1954, Zanine já havia deixado para trás a rotina de maquetista e conduzia uma produção de móveis voltada ao morador urbano. A Poltrona N nasce desse contexto e o expressa com clareza: nada de ornamento, nada de excesso, apenas a estrutura de madeira sustentando assento e encosto estofados. A repercussão internacional da peça nos anos 1950 ajudou a inscrever o mobiliário brasileiro em um debate mais amplo sobre modernidade, material e clima, no mesmo período em que outros autores do país começavam a ser vistos no exterior. Na curadoria da Galeria Luize Home, a N é a peça que melhor explica a primeira fase de Zanine, aquela em que ele acreditava na indústria como meio de democratizar o bom desenho, antes de dedicar-se às grandes esculturas em madeira maciça na Bahia.





