Galeria Luize Home, Design e Arte
Poltrona Ninho em bouclé cru, vista frontal em três quartos sobre fundo escuro, forma envolvente com encosto curvo abraçando o assento
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Mobiliário assinado

Poltrona Ninho

Volumes cheios, arredondados e sobrepostos: a Ninho se organiza como um recolhimento. O encosto contorna o assento e fecha parcialmente as laterais, criando uma zona de abrigo. Em bouclé cru, a textura reforça a leitura tátil de uma peça pensada para permanência, não para passagem.

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História da peça

Rodrigo Ohtake pertence a uma linhagem paulistana em que arquitetura e desenho de mobiliário nunca foram compartimentos separados. Sua formação na FAU/USP, o convívio com o modernismo brasileiro e a prática do escritório próprio desde 2011 aparecem em peças que tratam o móvel como pequena construção. A Ninho segue esse raciocínio: sua forma nasce de um invólucro, e não de um conjunto de partes montadas. Na curadoria da Galeria Luize Home, é a poltrona indicada para o canto de leitura, o quarto ou a extremidade de uma sala ampla, onde o gesto de envolver o corpo tem função e não apenas efeito. Ao lado de mobiliário modernista em madeira, seu volume têxtil funciona como pausa.

Leitura do desenho

A silhueta é composta por dois grandes volumes arredondados que se sobrepõem: a base, mais larga e assentada, e o encosto, que sobe em curva e se prolonga pelas laterais. O encontro entre eles é o ponto de interesse do desenho, porque cria uma dobra visível na superfície do bouclé. Vista de lado, a peça perde a simetria frontal e revela um perfil quase escultórico, sem pés aparentes.

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