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Poltrona Zeca, detalhe do assento em bouclé
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Mobiliário assinado

Poltrona Zeca

José Zanine Caldasinício da década de 1960

Desenhada por José Zanine Caldas no início da década de 1960, a Poltrona Zeca foi um dos maiores sucessos de sua produção em São José dos Campos. As curvas estruturais presas por parafusos de cabeça aparente, usadas lateralmente, estão entre as marcas mais reconhecíveis de seu trabalho naquele momento. O nome vem do apelido de infância do próprio designer.

Materiais
Madeira maciça, Tecido

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História da peça

A Zeca aparece no fim da primeira fase de Zanine, quando a produção seriada já havia amadurecido e o desenho ganhava mais volume e conforto. A construção é honesta: as laterais curvas sustentam o assento e o encosto, e os parafusos que fazem essa união não são escondidos, viram parte da linguagem da peça. É uma poltrona de leitura, de estar demorado, e não de composição rápida. O apelido de infância do designer batiza o móvel, detalhe que reforça o caráter familiar de toda essa produção, em que nomes de casa se tornaram nomes de catálogo. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Zeca funciona como ponte entre o Zanine industrial dos anos 1950 e o Zanine escultor que viria depois, na Bahia.

Leitura do desenho

Vista de lado, a poltrona é definida por duas peças curvas de madeira que descem do encosto até o chão, desenhando o perfil inteiro do móvel. Os parafusos de cabeça aparente marcam o encontro entre madeira e estrutura estofada, e funcionam quase como pontuação gráfica. O bouclé claro do assento cria contraste de textura com a madeira e evidencia a curva contínua da lateral.

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