Galeria Luize Home, Design e Arte
Sofá Oslo em vista 3/4, com estrutura em madeira clara, base metálica escura e almofadas em bouclé cru, sobre fundo escuro
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Mobiliário assinado

Sofá Oslo

Sistema modular em que a estrutura não se esconde: o caixote em madeira clara aparece por inteiro, inclusive por trás, e recebe almofadas soltas em bouclé. A base metálica escura eleva o conjunto do piso. Combina módulos em configurações diversas, o que permite adaptar o sofá à planta e não o contrário.

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História da peça

Bonaguro vem da engenharia mecânica antes do design, e essa formação aparece nas peças em que a montagem é parte do resultado. No Oslo, o invólucro rígido e o recheio macio são elementos distintos, com funções e materiais próprios, sem simulação de continuidade. É um sofá que se deixa entender: quem olha percebe como ele foi feito. Essa transparência construtiva é rara em estofados, categoria que costuma esconder tudo sob o revestimento. Na curadoria da Galeria Luize Home, o Oslo interessa justamente por poder ser visto de todos os lados, o que o torna adequado a salas abertas e a ambientes em que o sofá divide espaço em vez de encostar na parede. A madeira clara do caixote também facilita a convivência com peças históricas em madeira escura.

Leitura do desenho

A caixa estrutural em madeira clara define braços e costas com painéis planos de espessura constante, formando ângulos retos. Dentro dela, as almofadas de assento e encosto em bouclé cru criam volumes arredondados que transbordam levemente a moldura, contraste deliberado entre rigidez e maciez. A base metálica escura é recuada, o que produz sombra e faz o caixote parecer suspenso. Vista de trás, a peça mantém o mesmo grau de acabamento da frente.

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