História da peça
A Diz aparece quando Sergio Rodrigues já tinha mais de cinco décadas de trabalho e podia se dedicar a um problema específico: obter conforto pela forma, e não pelo enchimento. Na concepção original, o designer projetou as conchas do assento e do encosto com vinte e quatro réguas de madeira maciça de seção trapezoidal, coladas com o auxílio de uma forma e depois usinadas. Cada régua terminava em curva, como uma pequena bengala, para produzir o caimento das extremidades. É um exercício de marcenaria que se dissolve no uso: quem senta percebe apenas uma superfície contínua que acompanha as costas. A peça teve recepção imediata, algo que a Mole não conheceu em seu lançamento, e o prêmio do Museu da Casa Brasileira, em 2006, veio confirmar sua importância. Na curadoria da Galeria Luize Home, a Diz encerra o arco de uma obra que começou no banco de madeira e terminou provando que a madeira, sozinha, pode acolher.





